COMO É FEITO O TRATAMENTO DA EPILEPSIA
Como é feito o tratamento da epilepsia?
O tratamento da epilepsia tem como objetivo proporcionar a melhor qualidade de vida possível ao paciente, buscando o controle adequado das crises com o mínimo de efeitos adversos relacionados ao tratamento 1.
Uso de medicamentos
O tratamento da epilepsia é realizado principalmente com medicamentos para controlar as crises. A escolha do medicamento deve considerar o tipo de crise ou síndrome epiléptica e as características individuais de cada paciente 1.
Sempre que possível, o tratamento com apenas um medicamento é a opção preferencial. Caso a primeira opção não seja eficaz, o médico poderá avaliar outras alternativas de acordo com as características da epilepsia e a resposta ao tratamento 1,2.
Com o uso adequado dos medicamentos, até 70% das pessoas com epilepsia podem ficar livres de crises 2.
Em pessoas que permanecem sem crises por um período prolongado, a possibilidade de interrupção do medicamento pode ser avaliada por um profissional de saúde. Essa decisão deve considerar fatores clínicos, sociais e individuais e não deve ser realizada sem orientação profissional 2.
Epilepsia resistente aos medicamentos
Em alguns pacientes, as crises podem persistir apesar do tratamento adequado com medicamentos. Nesses casos, é necessária uma avaliação especializada para investigar outras possibilidades terapêuticas 1.
Para alguns pacientes com crises focais resistentes aos medicamentos, descontroladas e incapacitantes, a cirurgia pode ser considerada após avaliação especializada, principalmente quando as crises têm origem em uma região cerebral que pode ser removida com baixo risco de comprometimento neurológico ou cognitivo 1.
Acompanhamento médico
O acompanhamento profissional é importante para avaliar o controle das crises, a resposta ao tratamento e possíveis efeitos adversos dos medicamentos, permitindo que a estratégia terapêutica seja ajustada quando necessário 1.
Os medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria. A possibilidade de redução ou suspensão do tratamento deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde 2.
Em caso de sintomas ou suspeita de crises epilépticas, procure orientação de um profissional de saúde.
FONTES:
1 MINISTÉRIO DA SAÚDE – PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DA EPILEPSIA
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/epilepsia/view - Acesso em 07/09/2026
2 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/epilepsy - Acesso em 07/09/2026
Antibióticos são substâncias capazes de eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias, por isso são usados no tratamento de infecções bacterianas. Sua descoberta revolucionou a história da medicina, pois anteriormente muitas pessoas morriam em decorrência de diversos tipos de infecções. Atualmente, porém, o uso indiscriminado de antibióticos vem fazendo com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos, gerando um grave problema no mundo todo.1
Eles atacam somente as bactérias, sem causar danos às demais células do organismo. Sua função consiste em interromper ou acabar com a multiplicação de bactérias no corpo.2
Esse tipo de medicamento pode ser dividido em:3
- Bactericidas: capazes de matar ou causar danos irreversíveis às bactérias;
- Bacteriostáticos: capazes de interromper a reprodução e crescimento das bactérias sem destruí-las imediatamente.
A penicilina é o bactericida mais usado no mundo e foi o primeiro antibiótico a ser descoberto, em 1928. Devido ao mal uso desse medicamento, em 2010, o governo brasileiro criou leis para limitar o acesso aos antibióticos. A partir disso, sua venda passou a ser autorizada somente mediante receita médica.¹
Além da penicilina, os antibióticos mais comuns usados em tratamentos são:
- Aminoglicosídeos - utilizado no tratamento de infecções mais graves;2
- Cefalosporinas - frequentemente prescritas para tratar as seguintes doenças: infecções de pele, partes moles, faringite estreptocócica, infecção urinária e profilaxia de várias cirurgias;4
- Glicopeptídeos - usadas no tratamento de doenças mais persistentes em pacientes em estado grave, como no tratamento da Pneumonia ou Sífilis;2
- Polipeptídicos - usados para tratar infecções oculares;2
- Quinolonas - usadas no tratamento de Infecções Urinárias recorrentes, Gonorreia, Diarreia Bacteriana, entre outras.2
O uso indiscriminado desse tipo de medicamento ocorre quando ele é usado para tratar infecções que não são causadas por bactérias, é tomado em doses incorretas, ou quando o tempo de tratamento não é cumprido.1
Por fim, é indispensável a orientação de um profissional da saúde quanto ao uso correto dos antibióticos.
Referências:
1. https://bvsms.saude.gov.br/uso-correto-de-antibioticos/#:~:text=Antibi%C3%B3ticos%20s%C3%A3o%20subst%C3%A2ncias%20capazes%20de,de%20diversos%20tipos%20de%20infec%C3%A7%C3%B5es Último acesso em 18 de julho de 2022.
2. https://www.hipolabor.com.br/blog/hipolabor-explica-como-funcionam-os-antibioticos/ Último acesso em 18 de julho de 2022.
3. https://tnsnano.com/chem/bactericida-vs-bacteriostatico/ Último acesso em 18 de julho de 2022.
4. https://www.sanarsaude.com/blog/amp/cefalosporinas-artigo-farmacia-tudo-que-voce-precisa-saber Último acesso em 18 de julho de 2022.
Referências:
- Quiróz, Alicia. Appropriate use of antibiotics: an unmet need, 2019. https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1756287219832174 Último acesso em 26 de julho de 2022.
- https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/antimicrobial-resistance Último acesso em 26 de julho de 2022
- https://www.paho.org/pt/topicos/resistencia-antimicrobiana?page=4 Último acesso em 21 de julho de 2022