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Cuidados Gerais | Insuficiência Cardíaca

BR-19074


O coração é um dos músculos mais importantes do corpo humano, responsável por bombear sangue para o corpo inteiro, inclusive aos pulmões, assim recebendo oxigênio e direcionando para os outros órgãos. Porém, existem algumas doenças que podem enfraquecê-lo e prejudicar o resto do corpo, como é o caso da Insuficiência Cardíaca.²

A Insuficiência Cardíaca, também conhecida como IC, é uma síndrome que altera a função cardíaca e resulta em sintomas de enfraquecimento do bombeamento do coração e/ou congestão pulmonar. No caso de pacientes crônicos, alguns dos sintomas podem agir de maneira silenciosa, devido a adaptação do corpo em lidar com a congestão dos vasos sanguíneos¹. A Insuficiência Cardíaca crônica se dá de acordo com a progressão natural da doença, enquanto a Insuficiência Cardíaca aguda é prioritariamente sintomas que precisam de tratamento com mais urgência³.  

Apesar dos avanços no tratamento da IC, a síndrome é considerada grave e afeta mais de 23 milhões de pessoas no mundo². Homens, mulheres e crianças de todas as idades podem ser afetados com essa enfermidade, sendo mais comum em idosos acima de 55 anos. A sobrevivência após 5 anos de diagnóstico pode chegar a 35%, diminuindo conforme o aumento da idade e podendo chegar a 17,4% naqueles com idade acima de 85 anos³.  

Quais são os sintomas mais comuns?

  • Falta de ar/dispneia; 
  • Ganho rápido de peso devido a retenção de líquidos; 
  • Refluxo hepatojugular; 
  • Fadiga/cansaço; 
  • Intolerância a exercício; 
  • Tosse noturna;  
  • Taquicardia.  

Um sinal de alerta é o cansaço excessivo em atividades habituais do dia a dia, como exercício físico ou em uma simples subida de escadas. Ao sentir esses sintomas fora do normal, o ideal é procurar um médico para realizar a avaliação e investigar o contexto geral do sintoma. Além de uma conversa sobre os sintomas que estão aparecendo, podem ser necessários alguns exames como ecocardiograma, eletrocardiograma, radiografia do tórax, entre outros.4  

Os estágios da Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca se manifesta em quatro estágios: 

Estágio A: Com fatores de risco e sem alteração na função cardíaca; 

Estágio B: Com alteração na estrutura e função cardíaca; 

Estágio C: Estrutural com todos os sintomas de IC e 

Estágio D: Não corresponde mais aos tratamentos e precisa de intervenções cirúrgicas. 

Essa enfermidade não tem cura, porém, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances o paciente tem de desacelerar a progressão da doença e de maior expectativa de vida. Além da medição, os tratamentos aplicados consistem em dietas com restrições de sódio, reabilitação cardiovascular e, em casos extremos, intervenções como marcapasso e transplante de coração.4 Alguns hábitos devem ser adotados também principalmente nos estágios A e B, como o fim do tabagismo e diminuição de bebidas alcoólicas.5  

E como prevenir a Insuficiência Cardíaca?³ 

  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;  
  • Evitar o tabagismo; 
  • Ter uma dieta balanceada;  
  • Prestar atenção ao excesso de sódio na alimentação, como alimentos ultra processados, industrializados e com muito sal no preparo;  
  • Exercitar-se regularmente e 
  • Consultar o cardiologista para realizar exames de rotina.  

A Insuficiência Cardíaca pode estar associada a outras patologias, como a Diabetes Melito tipo 2, doenças renais, problemas de tireoide, deficiência de ferro e anemia, disfunção erétil, síndrome da apneia do sono e também pode ser consequente a alguns tratamentos específicos para o câncer². Portanto, é importante manter todos os seus exames em dia e, principalmente, a sua saúde em primeiro lugar.   

REFERÊNCIAS 

1 Stevenson LW, Perloff JK. The limited reliability of physical signs for estimating hemodynamics in chronic heart failure. JAMA. 1989;261(6):884-8. 

2 Writing Group Members, Mozaffarian D, Benjamin EJ, Go AS, Arnett DK, Blaha MJ, et al. Heart disease and stroke statistics-2016 update: a report from the American Heart Association. Circulation. 2016;133(4):e38-360. 

3 Bleumink GS, Knetsch AM, Sturkenboom MC, Straus SM, Hofman A, Deckers JW. Quantifying the heart failure epidemic: prevalence, incidence rate, lifetime risk and prognosis of heart failure The Rotterdam Study. Eur Heart J. 2004;25(18):1614-9. 

4 Anker SD, Colet JC, Filippatos G, Willenheimer R, Dickstein K, Drexler H, et al. Ferric carboxymaltose in patients with heart failure and iron deciency. N Engl J Med. 2009;361(25):2436-48. 

5 Gopal DM, Kalogeropoulos AP, Georgiopoulou VV, Smith AL, Bauer DC, Newman AB, et al. Cigarette smoking exposure and heart failure risk in older adults: the Health, Aging, and Body Composition Study. Am Heart J. 2012;164(2):236-42. 

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