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Hipertensão e Alimentação


Você já deve ter ouvido que uma alimentação saudável e balanceada é um aspecto muito importante para manter nossa saúde em dia e evitar que nosso corpo fique sem nutrientes e contraia doenças contagiosas. Contudo, além disso, bons hábitos alimentares também apresentam muitos benefícios para pacientes com patologias crônicas, como a pressão alta1.

Nós já falamos anteriormente sobre a importância de medir a pressão constantemente para tratar a Hipertensão Arterial (HA), uma doença silenciosa e assintomática2. Hoje vamos explicar um pouco mais sobre a parte do tratamento que envolve a alimentação do paciente, também essencial para cuidar da nossa saúde no cotidiano.

Um pouco mais sobre a “pressão alta”

O coração exerce uma pressão nos vasos sanguíneos ao bombear sangue para todo o corpo. Isso é normal, pois caso contrário o sangue não chegaria nas extremidades, como pés e mãos. Porém, quando a pressão exercida pelo músculo é maior do que o limite ideal para a idade do paciente11, é necessário ficar de olho.

Em termos mais técnicos, uma pessoa é diagnosticada com Hipertensão Arterial a partir do momento em que sua pressão sistólica (máxima) insiste em permanecer acima de 140 mmHg e a diastólica (mínima) acima dos 90 mmHg, o famoso “14 por 9”4. É claro que a pressão arterial tende a aumentar durante momentos que requerem atividade física3, então é importante salientar que o diagnóstico da pressão alta somente vem quando a pressão arterial se mantém constantemente acima destes valores quando em repouso5.

É comum que a maioria dos pacientes com pressão alta somente fique consciente de sua situação após um episódio grave, como um AVC ou um infarto2, pois, além de não haver um fator específico que cause essa patologia (hereditariedade, gênero e idade são apenas alguns dos agentes que colaboram com o avanço da doença, por exemplo1), os únicos sintomas raramente sentidos pelas pessoas que sofrem com HA não são muito específicos, como dores de cabeça, tontura, dores no peito, entre outros2.

Recomenda-se consultar um médico para fazer um check-up, especialmente caso você observar esses sintomas acima com frequência. Devido ao fato desta doença ser considerada silenciosa, é fundamental prevenir-se o quanto antes e, acima de tudo, caso seja diagnosticada a hipertensão arterial, mudar o estilo de vida e sempre manter o tratamento e acompanhamento.

Práticas alimentares saudáveis para adotar quando se é hipertenso

Uma das medidas mais comuns do combate à pressão alta é abolir completamente o sal de sua dieta, porém esse é um pensamento incorreto. Não é necessário dispensar por completo o sódio da alimentação, mas sim observar a quantidade ingerida com atenção. A quantidade de sódio saudável a ser consumida diariamente por indivíduo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é cerca de 5g/dia de sal de cozinha (ou 2400mg) ao dia.

Alimentos ricos em sódio que devem ser consumidos com moderação para manter o controle sobre sua pressão arterial2:

•             Carnes vermelhas, especialmente as processadas (bacon, presunto, mortadela)

•             Queijos (em especial os mais salgados, como parmesão)

•             Temperos prontos (caldo de carne, por exemplo)

•             Refeições pré-prontas (pizza, lasanha, batatas fritas)

•             Snacks industrializados (salgadinhos, biscoitos)

Uma boa prática para modificar a dieta para seguir o tratamento de hipertensão arterial é substituir alguns alimentos por opções mais saudáveis.

O alho é um ótimo substituto para temperos industrializados, por exemplo, pois exerce uma proteção cardiovascular com suas propriedades antioxidantes. Além disso, ervas aromáticas que podem ser cultivadas em casa como alecrim, salsa, manjericão e coentro também são uma boa opção1. Assim, é possível temperar alimentos enquanto consome menos sal.

Ovos, brotos e cogumelos podem ser uma ótima opção para quem deseja diminuir o consumo de carne vermelha e processada. Um ovo de galinha pode ter até 13g de proteína e é rico em vitamina B126. Brotos como os de feijão, girassol e alfafa possuem muita energia vital e também são ricos em vitaminas do complexo B, as quais ajudam a metabolizar gorduras e carboidratos, fortalecer o sistema nervoso e auxiliar na produção de sangue7. Além disso,100g de cogumelos (sem água) tem a mesma quantidade de proteína que 100g de carne vermelha8.

Além da redução do sódio, é essencial inserir frutas, frutos, legumes e verduras na alimentação do dia a dia quando se tem pressão alta, pois eles são ricos em diversas vitaminas, fibras e minerais e também atuam no combate contra outras doenças. As ricas em magnésio e potássio são as que mais contribuem para a redução da pressão nos vasos sanguíneos9. São os exemplos abaixo:

•             Frutas oleaginosas como nozes, castanhas, pistache, amêndoas, sementes de girassol

•             Outras frutas como abacate, banana-prata, maracujá, tomate, melão

•             Leguminosas como beterraba, brócolis, quiabo

•             Verduras como espinafre, agrião

Outros hábitos saudáveis

É claro que ter uma alimentação saudável é fundamental para tratar a pressão alta, mas também é muito importante adotar outras práticas como o fim do tabagismo e redução do consumo de bebidas alcoólicas, uma vez que estes estão ligados diretamente com o aumento da pressão arterial e outras doenças cardiovasculares2.

Ademais, o cuidado com o sódio vai muito além do dia a dia na cozinha. Ao realizar suas compras, verifique a quantidade de sódio dos alimentos em seus rótulos.

Outro hábito indispensável é a prática de atividades físicas no cotidiano do paciente. Exercícios aeróbicos como andar de bicicleta, caminhar e correr são os mais indicados para pessoas que sofrem com pressão alta pois não possuem picos de força que exigem mais dos vasos sanguíneos5. Recomenda-se realizar uma atividade no mínimo três vezes por semana por mais de trinta minutos10.

Referências:

  1. Alimentação Saudável combate hipertensão - Saúde Brasil. Disponível em: https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/alimentacao-saudavel-e-aliada-no-combate-a-hipertensao.
  2. DE BRITO, Eliana Alvarenga et al. HIPERTENSÃO ARTERIAL: UMA DOENÇA SILENCIOSA. Disponível em http://www.aems.edu.br/conexao/edicaoanterior/Sumario/2012/downloads/2012/saude/HIPERTENS%C3%83O%20ARTERIAL%20UMA%20DOEN%C3%87A%20SILENCIOSA.pdf.
  3. MONTEIRO, M.; SOBRAL FILHO, D. Exercício físico e o controle da pressão arterial. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 10, 2004. Disponível em < https://www.scielo.br/j/rbme/a/9TYnGhvHv7vX9HMPMfcpd6n/?lang=pt>.
  4. MION JR, Décio et al. IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2004, v. 82, suppl 4, pp. 7-14. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0066-782X2004001000004.
  5. URBANA P. BRANDÃO RONDON, M.; CHAKUR BRUM, P. Exercício físico como tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial. [s.l.] Rev Bras Hipertens 10, 2003. Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/10-2/exercicio3.pdf.
  6. FIGUEIREDO, L. et al. DIA DO OVO UEPG – COMA OVO! SÓ FAZ BEM!. Ponta Grossa: CONEX - CONGRESSO DE EXTENSÃO, CULTURA E CIDADANIA, [s.d.]. Disponível em: https://memoria.apps.uepg.br/conex/anais/trabalhos/11/Comunica%C3%A7%C3%A3o%20Oral/Oral%20(105).pdf
  7. VIEIRA, R. F.; LOPES, J. D. S. Produção de brotos comestíveis – Feijão moyashi, alfafa, trevo, rabanete e brócolis. Viçosa: CPT, 2001, p. 108.
  8. JESUS, João Paulo Furlan de. Desenvolvimento de produto tipo hambúrguer à base de cogumelos do gênero Pleurotus. 2015. 102 f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu, 2015. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/190886.
  9. ALVES PIPER, V.; CASTRO, K.; LORENZI ELKFURY, J. Dieta DASH na redução dos níveis de pressão arterial e prevenção do acidente vascular cerebral. Porto Alegre: Scientia medica, 2012. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/159362.
  10. WALLACE, J.P. Exercise in Hypertension. Sports Med 33, 585–598 (2003). Disponível em https://doi.org/10.2165/00007256-200333080-00004.
  11. DURÃES, A. Diferenças em hipertensão arterial entre 3 diretrizes: SBC, AHA e ESC. Disponível em: https://pebmed.com.br/diferencas-em-hipertensao-arterial-entre-3-diretrizes-sbc-aha-e-esc/.
  12. Guia alimentar para a população brasileira / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf>.


Antibióticos são substâncias capazes de eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias, por isso são usados no tratamento de infecções bacterianas. Sua descoberta revolucionou a história da medicina, pois anteriormente muitas pessoas morriam em decorrência de diversos tipos de infecções. Atualmente, porém, o uso indiscriminado de antibióticos vem fazendo com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos, gerando um grave problema no mundo todo.1


Eles atacam somente as bactérias, sem causar danos às demais células do organismo. Sua função consiste em interromper ou acabar com a multiplicação de bactérias no corpo.2


Esse tipo de medicamento pode ser dividido em:3

  • Bactericidas: capazes de matar ou causar danos irreversíveis às bactérias;
  • Bacteriostáticos: capazes de interromper a reprodução e crescimento das bactérias sem destruí-las imediatamente.

A penicilina é o bactericida mais usado no mundo e foi o primeiro antibiótico a ser descoberto, em 1928. Devido ao mal uso desse medicamento, em 2010, o governo brasileiro criou leis para limitar o acesso aos antibióticos. A partir disso, sua venda passou a ser autorizada somente mediante receita médica.¹


Além da penicilina, os antibióticos mais comuns usados em tratamentos são:

  • Aminoglicosídeos - utilizado no tratamento de infecções mais graves;2
  • Cefalosporinas - frequentemente prescritas para tratar as seguintes doenças: infecções de pele, partes moles, faringite estreptocócica, infecção urinária e profilaxia de várias cirurgias;4
  • Glicopeptídeos - usadas no tratamento de doenças mais persistentes em pacientes em estado grave, como no tratamento da Pneumonia ou Sífilis;2
  • Polipeptídicos - usados para tratar infecções oculares;2
  • Quinolonas - usadas no tratamento de Infecções Urinárias recorrentes, Gonorreia, Diarreia Bacteriana, entre outras.2

O uso indiscriminado desse tipo de medicamento ocorre quando ele é usado para tratar infecções que não são causadas por bactérias, é tomado em doses incorretas, ou quando o tempo de tratamento não é cumprido.1


Por fim, é indispensável a orientação de um profissional da saúde quanto ao uso correto dos antibióticos. 




Referências: 


1. https://bvsms.saude.gov.br/uso-correto-de-antibioticos/#:~:text=Antibi%C3%B3ticos%20s%C3%A3o%20subst%C3%A2ncias%20capazes%20de,de%20diversos%20tipos%20de%20infec%C3%A7%C3%B5es Último acesso em 18 de julho de 2022.


2. https://www.hipolabor.com.br/blog/hipolabor-explica-como-funcionam-os-antibioticos/ Último acesso em 18 de julho de 2022.


3. https://tnsnano.com/chem/bactericida-vs-bacteriostatico/ Último acesso em 18 de julho de 2022.


4. https://www.sanarsaude.com/blog/amp/cefalosporinas-artigo-farmacia-tudo-que-voce-precisa-saber Último acesso em 18 de julho de 2022.



Saiba porque é importante seguir as orientações médicas quanto ao uso de antibióticos.

Antibióticos são medicamentos usados para tratar infecções causadas por bactérias. Seu mau uso pode levar a uma resistência da bactéria, dificultando o tratamento.